Aquisição de armas e dinamite por telefone

 

30/05/2011 - 18h50

Aloysio Nunes critica falta de política nacional de segurança pública 

 

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) lamentou em Plenário, nesta segunda-feira (30), o aumento dos índices de violência urbana verificado nas pequenas cidades brasileiras, e no país em geral, durante o governo do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.

Segundo ele, nas pequenas cidades, onde o problema da violência tinha tido, até o momento, menor importância, houve um preocupante crescimento de 38,6% da taxa de homicídios, entre 1998 e 2009.

Comentando reportagens publicadas na mídia denunciando o aumento da criminalidade em áreas do interior do país, o parlamentar atribuiu ao governo federal a responsabilidade pela situação.

- [As matérias dos jornais] revelam acima de tudo a ausência de uma política nacional de segurança pública, que leve em conta não apenas o crime organizado dos grandes centros e favelas, mas também as causas e consequências da violência nas pequenas cidades - disse.

Na avaliação do parlamentar, o governo federal, para melhorar a sua eficiência no combate à violência, deveria buscar exercer um maior controle das fronteiras nacionais, a fim de evitar a entrada de armas e drogas no país.

O problema do tráfico de armas e armamentos é tão grave nas fronteiras brasileiras, segundo ele, que é possível mesmo comprar armas e dinamite por telefone na fronteira com o Paraguai.

- A pessoa compra em Ciudad del Este bananas de dinamite, que são entregues também por motoqueiro e aparece ainda uma pessoa, no programa de televisão, mostrando como usar a banana de dinamite para arrebentar a parede de um banco ou de um caixa eletrônico - relatou, referindo-se a reportagem exibida na Globo News.

Aloysio Nunes também criticou o governo federal pela redução da destinação de recursos para o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário. De acordo com ele, o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso investiu R$ 240 milhões no Fundo Penitenciário durante o seu primeiro mandato, enquanto Lula teria aplicado apenas R$ 150 milhões.

Agência Senado
 

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